Motos no Nordeste: os números que toda família de motociclista precisa conhecer

Um estudo do Ipea mostra que partes do Nordeste têm mais de 30 mortes por 100 mil habitantes em acidentes de moto. Veja como proteger quem depende de você.

Aldabeth Patrício Cristiano, 3 min de leitura
Família de três bonecos de madeira, de mãos dadas, ao lado de uma moto com um capacete laranja sobre o banco.

No Nordeste, a moto é o transporte de quem trabalha. Em estados como o Maranhão e o Piauí, mais da metade de todos os veículos registrados são motocicletas (59,7% e 55,1% da frota), contra cerca de 30% na média do país.

Um estudo do Ipea divulgado no fim de 2025 mediu o custo disso em vidas, e os números merecem atenção de quem anda de moto e, principalmente, de quem depende de alguém que anda.

O que o estudo mostra

  • No Brasil, as mortes em acidentes de moto passaram de 792, em 1996, para 13.521, em 2023: quinze vezes mais.
  • Em microrregiões do Nordeste, a taxa passa de 30 mortes por 100 mil habitantes só em acidentes com moto.

Perto de casa, o retrato é parecido. O Hospital de Trauma de Campina Grande atendeu 10.685 vítimas de acidente de moto em 2025, cerca de 29 por dia. Contamos esses números em detalhes no post Moto em Campina Grande: o que o seguro cobre quando o acidente acontece.

A pergunta que quase ninguém faz

Quando se fala em moto, a conversa é sempre sobre a moto: o roubo, a batida, o conserto. A pergunta mais importante é outra: se você se acidentar, quem paga as contas da sua casa?

Quem trabalha com carteira assinada tem o INSS, com as regras e os prazos dele. Quem trabalha por conta própria, faz entregas ou vive de bicos muitas vezes não tem nada. E, desde o fim do DPVAT, não existe mais indenização obrigatória para vítimas de trânsito.

Duas proteções pensadas para a família

Seguro de vida. Paga uma quantia à família se você faltar, por acidente ou por doença, e pode pagar a você mesmo em caso de invalidez permanente. É o que garante o aluguel, a escola e a comida enquanto a família se reorganiza.

Acidentes pessoais. Cobre morte e invalidez por acidente e, com a diária por incapacidade temporária, paga um valor por dia enquanto você se recupera. Para o autônomo, é a diferença entre se tratar com calma e voltar a trabalhar machucado.

O que contar ao corretor

Diga que você anda de moto, e para quê. Parece óbvio, mas muita gente esconde, com medo de o preço subir. Esconder é pior: a informação errada pode comprometer a indenização justamente quando a família mais precisa.

Conte também quanto você ganha por mês e quem depende dessa renda. É com isso que se calcula o valor certo da cobertura, sem pagar a mais.

Dica da CG: um bom ponto de partida é uma cobertura que pague de um a dois anos das despesas da casa. Dá tempo de a família se reorganizar sem vender o que tem.

Como a CG ajuda

Nós comparamos seguros de vida e de acidentes pessoais em mais de 12 seguradoras e explicamos cada cobertura antes de você decidir. Peça uma cotação, ou veja todos os seguros de vida e saúde.

Seguros que ajudam nesse caso

Fontes

  1. Diário de Pernambuco: microrregiões do Nordeste têm 30 mortes por 100 mil habitantes em sinistros de moto, mostra Ipea (novembro de 2025)
  2. Blog do BG: acidentes de moto geram mais de 10,6 mil atendimentos no Trauma de Campina Grande em 2025

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