Choveu forte em Campina Grande: o seguro cobre alagamento do carro, da casa e da loja?

Em 2026 a chuva alagou ruas do José Pinheiro, do Monte Castelo, do Jardim Tavares e do Cruzeiro. Veja quando o seguro paga o prejuízo no carro, em casa e na empresa.

Aldabeth Patrício Cristiano, 3 min de leitura
Maquete de uma esquina alagada: uma casa, uma loja com toldo laranja e um carro com água até as rodas, sob uma nuvem de chuva.

Campina Grande não é cidade de enchente todo ano, e é por isso que a chuva forte pega tanta gente desprevenida. Em 16 de janeiro de 2026, uma pancada alagou ruas do José Pinheiro, do Monte Castelo e do Jardim Tavares, fez galerias transbordarem e danificou lojas. Um posto de combustíveis na Avenida Manoel Tavares precisou ser isolado depois que parte da cobertura cedeu. Em abril, moradores do Cruzeiro ficaram ilhados.

Depois de um dia assim, a pergunta é sempre a mesma: o seguro paga? A resposta muda conforme o que foi atingido.

No carro: cobre, se o seguro for o completo

A cobertura completa do seguro auto (a que inclui colisão, incêndio e roubo) costuma cobrir também os danos causados por alagamento e enchente, com o carro rodando ou estacionado. Se o conserto passar de 75% do valor do carro, é perda total, e você recebe a indenização integral prevista na apólice.

O que não cobre: o seguro contratado só contra roubo e furto, ou só para terceiros.

Um cuidado: a seguradora pode questionar o pagamento se entender que o motorista entrou de propósito num trecho que já estava alagado. Se a água subir, não tente atravessar.

Se o carro foi atingido:

  • Não dê a partida. Com água no motor, ligar o carro pode destruí-lo de vez.
  • Fotografe o carro, a altura da água e o local.
  • Chame o guincho pela assistência do seguro e avise a CG: nós cuidamos do processo com a seguradora.

Em casa: depende do que você contratou

No seguro residencial, a cobertura básica é a de incêndio, raio e explosão. Todo o resto é escolhido na contratação, e é aqui que mora a confusão:

  • Alagamento e inundação: é uma cobertura à parte. Nem toda apólice tem, e nem toda seguradora oferece para qualquer endereço.
  • Vendaval e granizo: cobre telhado arrancado e o estrago da chuva que entra por ele.
  • Danos elétricos: cobre aparelhos queimados por raio ou queda de energia durante o temporal.

Infiltração antiga e falta de manutenção ficam de fora em qualquer apólice: o seguro cobre o imprevisto, e não o desgaste.

Na loja e na empresa

O caso do posto mostra como um temporal para um negócio. No seguro empresarial, as coberturas que entram em cena são vendaval e granizo, alagamento, danos elétricos e desmoronamento, todas contratadas à parte.

Existe ainda uma cobertura que muita empresa pequena deixa de fora: a de lucros cessantes e despesas fixas, que paga aluguel, salários e contas enquanto o negócio está fechado para o conserto. Em muitos casos, é ela que decide se a empresa reabre.

O que conferir hoje na sua apólice

Não espere a próxima chuva. Abra a apólice e procure:

  1. No seguro do carro, se a cobertura é a completa ou só a de roubo e furto.
  2. No seguro da casa, se há a cobertura de alagamento, e qual é o limite.
  3. No seguro da empresa, se o estoque e as máquinas estão com o valor atualizado e se há lucros cessantes.

Dica da CG: mora ou trabalha num ponto que alaga? Diga isso na cotação. Nós procuramos as seguradoras que aceitam a cobertura de alagamento para o seu endereço.

Se você não achou essas coberturas ou ficou na dúvida, fale com a CG. Nós revisamos a sua apólice com você e comparamos as opções em mais de 12 seguradoras, sem custo.

Seguros que ajudam nesse caso

Fontes

  1. Paraíba Online: chuvas fortes provocam alagamentos e danos em Campina Grande (16 de janeiro de 2026)
  2. Blog do Milton Figueiredo: chuvas causam alagamentos em diversos pontos em João Pessoa e Campina Grande (28 de abril de 2026)

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