Energia solar em casa: o seguro cobre as placas no telhado?
A Paraíba teve o quarto maior crescimento do país em sistemas solares em 2025. Veja quando o seguro residencial cobre as placas e o inversor, e o que precisa ser avisado.

Com o sol que a Paraíba tem, a conta fecha rápido. Entre janeiro e novembro de 2025, o estado registrou 8.670 sistemas de energia solar em casas e comércios, um crescimento de 5,6% sobre o mesmo período do ano anterior, o quarto maior ritmo do país, segundo dados da Aneel. No Brasil inteiro, só no primeiro trimestre de 2026 foram mais de 245 mil novas instalações.
Quem instala as placas faz as contas da economia na conta de luz. Poucos lembram de fazer outra pergunta: e se algo acontecer com o sistema?
O que pode acontecer com um sistema solar
As placas ficam no ponto mais exposto da casa, por décadas. Os riscos mais comuns são:
- Raio e variação de energia, que queimam o inversor, a peça mais sensível e uma das mais caras do sistema;
- Vento forte e granizo, que arrancam ou trincam as placas;
- Incêndio, por falha na instalação elétrica;
- Roubo, principalmente em casas de campo, sítios e imóveis que ficam fechados.
A garantia do fabricante cobre defeito de fabricação. Nenhum desses casos é defeito de fabricação.
O seguro da casa cobre?
Pode cobrir, mas não cobre sozinho. Três pontos decidem:
- O sistema precisa estar na conta. O valor das placas e do inversor tem de entrar no valor segurado do imóvel. Se você instalou depois de contratar o seguro, a apólice precisa ser atualizada.
- As coberturas certas precisam estar contratadas. Danos elétricos (para o inversor), vendaval e granizo (para as placas) e roubo são coberturas escolhidas à parte da básica, que é a de incêndio.
- Cada seguradora trata de um jeito. Algumas incluem o sistema nas coberturas comuns; outras têm uma cobertura própria para equipamentos de energia solar; outras ainda limitam o valor.
E no comércio e na empresa?
Vale a mesma lógica, com valores maiores. No seguro empresarial, o sistema entra como equipamento, e convém olhar também a cobertura de lucros cessantes: se o sistema para, a conta de luz volta ao que era, e esse custo pode entrar na conta.
O que avisar na cotação
- o valor total do sistema (a nota fiscal ajuda);
- quando foi instalado e por quem;
- onde ficam as placas (telhado, laje, solo);
- se o imóvel fica fechado parte do ano.
Dica da CG: guarde a nota fiscal e o projeto da instalação. Num sinistro, são eles que comprovam o valor e mostram que a instalação foi feita por empresa habilitada.
Vale revisar hoje
Se você já tem seguro e instalou as placas depois, a chance de elas estarem fora da apólice é grande. Nós revisamos a sua apólice e comparamos, em mais de 12 seguradoras, quem cobre melhor o sistema.
Peça a revisão ou uma nova cotação: é gratuita, e a resposta sai em até 24 horas.


